9.2.10

Far from heaven (2002), Todd Haynes

6 comments:

  1. A dar excelente uso à tal caixa, pelo que vejo. É que, não sendo Douglas Sirk, este filme é como se fosse, não é?
    Também tenho de adquirir a tal caixa.

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  2. 20 euros, 7 filmes deliciosos. É ou não é impressionante? Há um ou dois em que, segundo li, a transferência da imagem não respeita a forma original, mas mesmo assim acho que vale a pena. Já viste algo do Sirk? Acho que amarias, pelo que tenho vindo a ler no teu blogue ao longo dos tempos.

    Sim, de facto o Far from heaven é uma espécie de x-rated Sirk. Não que seja mesmo x-rated, mas porque mostra tudo o que o Sirk, na sua época, não podia mostrar, com a censura e devido à própria natureza comercial dos seus filmes (pretos humanizados, gays, coisas do género, tudo coisas demasiado horríveis para as pessoas lidarem na altura). Já viste? É óptimo, também.

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  3. Vi o Far from Heaven e gostei muito. A Moore vai muitíssimo bem. Do Sirk em si, pois é, não vi nada, ainda! Mas quero mesmo ver, porque também acho que ia gostar bastante. Lá está, tenho de arranjar a caixita.
    Em relação à censura, acho muito engraçado descobrir as maningâncias que se faziam na altura para a iludir, e também as restrições que se impunham aos filmes. A mais curiosa, e talvez óbvia, que apanhei foi no Gigante - enquanto não têm filhos, a Liz e o Rock dormem numa grande cama de casal; depois de terem filhos, dormem em camas separadas. É o máximo.
    E o Cat in a Hot Tin Roof e aquela fúria da Maggie contra o marido, obcecado pelo "amigo" defunto? Tanta coisa que não se diz, ali, tanta coisa contida... é uma das razões para se gostar do filme. Os actores tinham mesmo de trabalhar bem para transmitir o que não se podia dizer.

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  4. Eu também acho que a Moore vai óptima. É uma actriz que muito aprecio, por acaso. E sim, arranja a caixita; se não amares, eu reembolso-te o dinheiro. Eh eh.

    Acho a questão da censura uma maravilha. Há um documentário (também há o livro, mas não li) chamado The celluloid closet, sobre as representações de gays e lésbicas no cinema mainstream norte-americano ao longo dos tempos, especialmente durante as décadas em que o hays code estava em vigor, e foi delicioso vê-lo. O Cat on a hot tin roof estava lá, naturalmente, tal como o Suddenly, last Summer (nunca se diz abertamente que o Sebastian era gay, era apenas um excêntrico. Eh, eh).
    O Giant nunca vi, mas ainda há pouco estava a ler sobre ele, e tenho que o ver. Liz, Rock e Dean? É até um pouco nojento que nunca o tenha visto, devo dizê-lo.

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  5. Eh, eh, não diria nojento, mas que o filme vale a pena, vale. Até tem o Dennis Hopper novíssimo a fazer de filho da Liz. Tem toda a gente, este filme, mas é um pastelão interminável!
    Tenho de apanhar esse documentário. Parece, de facto, muito interessante.
    Por falar nisto da censura, sempre chegaste a ver os extras da edição especial do Streetcar? Mostram várias cenas antes e pós censura (curiosamente, a banda sonora foi censuradíssima; tiveram de escrever um score mais "light" para a parte da varanda), enfim, se já viste ainda bem, se não, vê, que é muito giro.

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  6. Vi os extras, sim. Alteraram inclusivamente o final, ligeiramente.
    É tão lindo, esse filme. Ai, ai. Tenho que revê-lo.

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